Prefeito de Muriaé sanciona criação da Semana Municipal de Prevenção à Depressão

data 12/03/2019

Câmara aprovou em fevereiro a realização de programação de orientação e conscientização na primeira semana do mês de abril.


O prefeito Ioanis Grammatikopoulos (Grego) sancionou a lei que institui a 'Semana Municipal de Prevenção à Depressão'. De acordo com informações da assessoria do Executivo, a norma já está publicada no Diário Oficial de Muriaé, na página da Associação Mineira de Municípios (AMM) na internet.

projeto de lei foi aprovado em fevereiro no Legislativo, determina a realização de uma programação na primeira semana de abril, junto com o Dia Mundial da Saúde. A reporter questionou a Prefeitura se a norma está em vigor, com eventos previstos para o próximo mês e aguarda retorno.

O autor, vereador Evandro Cheroso (PR), justificou a proposta como forma de ampla divulgação de informações educativas sobre as formas de depressão, maneiras para prevenção e tratamento. e também realizar atividades de conscientização e orientação em locais de grande fluxo de pessoas, como os Postos de Saúde e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), além dos meios de comunicação.

A lei cita dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a depressão afeta 4,4% de pessoas do mundo. O Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina, com 5,8% da população com depressão, o que significa mais de 11,5 milhões de pessoas.

 

Tratamento em Muriaé

Em janeiro, a reportagem do site mostrou os serviços públicos existentes nas cidades da região para atendimento de casos de saúde mental, entre elas, a depressão.

De acordo com a Prefeitura de Muriaé, os serviços especializados de saúde mental são o Centro de Atenção Psicossocial II (Caps II), Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, modalidade 3, 24h (Caps Ad III), Unidade de Acolhimento e Ambulatório de Psiquiatria.

Os casos mais comuns são de depressão, transtornos de ansiedade e psicoses desenvolvidas por uso de crack, álcool e outras drogas.

A média é de mil atendimentos por mês, sendo cerca de 200 pessoas e/ou famílias no Caps II, 400 pessoas e/ou famílias no Caps AD III (24 horas), 400 pessoas atendidas individualmente no ambulatório de Psiquiatria e 15 acolhidos/residindo na Unidade de Acolhimento adulto.

Primeiro, a pessoa passa pela avaliação dos profissionais nas UBSs e no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf), da Secretaria Municipal de Saúde. Se houver necessidade, o paciente é encaminhado aos serviços especializados do município.

De acordo com a Prefeitura, o tratamento é feito de acordo com o diagnóstico, sendo estipulado um projeto terapêutico individual, levando em consideração todas as peculiaridades de cada caso.

A cidade ainda não conta com um Centro de Atenção Psicossocial Infantil. Crianças e adolescentes que apresentem algum diagnóstico de transtorno mental são avaliados e incluídos nos atendimento de uma equipe multidisciplinar à parte, em cada um dos Caps, II e AD III.


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